sábado, 17 de março de 2012

O aluno deficiente visual


- A criança deficiente visual é aquela que difere da média, a tal ponto que irá necessitar de professores especializados, adaptações curriculares e ou materiais adicionais de ensino, para ajudá-la a atingir um nível de desenvolvimento proporcional às suas capacidades;
•Os alunos com deficiência visual não constituem um grupo homogéneo;
• Os portadores de deficiência visual apresentam uma variação de perdas que se poderão manifestar em diferentes graus de acuidade visual;

Adaptações educacionais para os Deficientes Visuais
• A educação da criança deficiente visual pode se processar por meio de programas diferentes, desenvolvidos em classes especiais ou na classe comum, recebendo apoio do professor especializado;
• As crianças necessitam de uma boa educação geral, somada a um tipo de educação compatível com seus requisitos especiais, fazendo ou não, uso de materiais ou equipamentos de apoio.
• A educação do deficiente visual necessita de professores especializados nesta área, métodos e técnicas específicas de trabalho, instalações e equipamentos especiais, bem como algumas adaptações ou adições curriculares;
• A tendência atual da educação especial é manter na escola comum o maior número possível de crianças com necessidades educativas especiais;
• Cabe à sociedade a responsabilidade de prover os auxílios necessários para que a criança se capacite e possa integrar-se no grupo social.

Estimulação dos sentidos:
• Estimulação visual
• Estimulação do tacto
• Estimulação auditiva
• Estimulação do olfacto e do paladar

Estimulação visual
• Motivar a criança a alcançar, tocar, manipular e reconhecer o objeto;
• Ensinar a “olhar” para o rosto de quem fala;
• Ajustar uma área onde a criança possa brincar em segurança e onde os objetos estejam ao alcance dos seus braços;
• O educador pode usar fita-cola de diferentes cores para contrastarem com os objetos da criança, de modo a torná-los mais visíveis.

Estimulação do tacto
• Descriminar diferentes texturas;
• Experimentar materiais com formas e feitios com contornos nítidos e cores vivas;
• Distinguir a temperatura dos líquidos e sólidos;
• Mostrar como pode manipular o objeto.

Estimulação auditiva
• Ouvir barulhos ambientais, gravadores, rádios…;
• Identificar sons simples;
• Distinguir timbres e volumes dos sons;
• Discriminar a diferença entre duas frases quase iguais;
• Desenvolver a memória auditiva seletiva.

Estimulação do olfacto e do paladar
• Provar e cheirar diferentes comidas (salgadas, doces e amargas);
• Cheirar vinagre, perfumes, detergentes, sabonetes e outros líquidos com cheiros fortes.

Entrada para a escola
À entrada para a escola a Criança D.V. deve:
• Compreender o seu corpo;
• Ter a lateralidade desenvolvida;
• Estar desenvolvida no Tacto;
• Estar desenvolvida auditivamente.

Currículo escolar e a deficiência visual
• Os programas educativos direcionados para os deficientes visuais devem ir ao encontro das mesmas áreas e atividades que se encontram nos programas regulares (sendo feitas adaptações consoante as necessidades e dificuldades dos alunos).




Sala de recursos

• Estas salas podem estabelecer uma alternativa de qualidade se tivermos em conta determinadas características, tais como:
• necessidade de um apoio individualizado;
• necessidade de um currículo com objetivos funcionais;
• ambientes estruturados e securizantes;
• equipamentos e materiais específicos;
• problemas de saúde graves;
• necessidade de gestão de tempos específicos.

O reforço pedagógico e a coordenação Técnico - Docente
• Ajuste do tempo ao seu ritmo de trabalho;
• Planificação de Atividades;
• Adaptação do Processo de Avaliação.

A aprendizagem da criança com deficiência visual
• A capacidade de aprendizagem de uma criança não está diretamente relacionada com o seu grau de visão;
• Depende do momento em que a criança perdeu a visão.

Adaptação do Espaço
• Serão necessárias adaptações no espaço se a dificuldade de visão for acrescida de outras;
- Conhecer o ambiente escolar;
- Na sala de aula é necessário:
• Comunicação Oral;
• Condições de iluminação;
• Organização do espaço e dos materiais;
• Estratégias e recursos.

Avaliação Clínica
- A Equipa deve ser constituída por:
• Professor do Ensino regular;
• Serviços Especializados de A.E.;
• Oftalmologista;
• Ortoptista;
• Técnico de Reabilitação;
• Psicólogo;
• Técnico de Serviço Social.

Avaliação funcional
• Consiste em avaliar os aspetos funcionais da visão e as suas implicações educacionais;
• Ocorre em contextos naturais e implica recolha de elementos relativos à forma como a pessoa utiliza a sua visão em ambientes com condições diferentes.

Avaliação
• A avaliação deve ter em conta:
– Idade do início das dificuldades visuais;
– Modo de progressão da perda de visão- lento ou abrupto;
– Causa dessas dificuldades – sistémica (ex. diabetes), ou confinada ao olho;
– Se a patologia é hereditária, congénita, ou adquirida (antes dos 5 anos ou após este período);
– Se o prognóstico é estacionário ou evolutivo.

• A avaliação para ser eficaz deve:
– Utilizar formas de comunicação que a criança/jovem compreenda;
– Incluir objetos e materiais familiares interessantes;
– Apresentar esses materiais e objetos de forma contextualizada, baseada numa aprendizagem significativa e estruturada;
– Organizar e provocar situações de aprendizagem estruturada mediante a utilização de objetos e materiais, apresentados em contextos naturais.


(in http://deficiencia.no.comunidades.net)

Deficiência Visual


Deficiência visual é a perda ou redução da capacidade visual em ambos os olhos, com carácter definitivo, não sendo susceptível de ser melhorada ou corrigida com o uso de lentes e/ou tratamento clínico ou cirúrgico.
De entre os deficientes visuais, podemos ainda distinguir os portadores de cegueira e os de visão subnormal.

Causas da Deficiência Visual:

• Congénitas: amaurose congénita de Leber, malformações oculares, glaucoma congénito, catarata congénita.
• Adquiridas: traumas oculares, catarata, degeneração senil de mácula, glaucoma, alterações relacionadas à hipertensão arterial ou diabetes.

Como identificar?
• Desvio de um dos olhos;
• Não seguimento visual de objetos;
• Não reconhecimento visual de pessoas ou objetos;
• Baixo aproveitamento escolar;
• Atraso de desenvolvimento.

Sinais de alerta:
• Olhos vermelhos, inflamados ou lacrimejantes;
• Pálpebras inchadas ou com pus nas pestanas;
• Esfregar os olhos com frequência;
• Fechar ou tapar um dos olhos, sacode a cabeça ou estende-a para a frente;
• Segura os objetos muito perto dos olhos;
• Inclina a cabeça para a frente ou para trás, pisca ou semicerra os olhos para ver os objetos que estão longe ou perto;
• Quando deixa cair objetos pequenos, precisa de tatear para os encontrar;
• Cansa-se facilmente ou distrai-se ao aplicar a vista muito tempo.

Consequências da Baixa Visão:

Perceção Turva
• Os contrastes são poucos percetíveis;
• As distâncias são mal apreciadas;
• Existe uma má perceção do relevo;
• As cores são atenuadas.

Escotoma Central e Visão Periférica
• Funciona apenas a retina periférica, que não é tão discriminativa, pelo que pode ser necessária a ampliação da letra para efeitos de leitura;
• É em geral impeditiva das atividades realizadas com proximidade dos restantes elementos, bem como da leitura;
• Apresenta acuidade visual baixa (cerca de 1/10).

Visão Tubular
• A retina central funciona, podendo a acuidade visual ser normal;
• A visão noturna é reduzida, pois depende funcionalmente da retina periférica;
• Podendo não limitar a leitura, é muito limitativa das atividades de autonomia.

Patologias que conduzem à baixa visão:
Atrofia do Nervo Óptico:
• Degenerescência das fibras do nervo óptico. Se for total, não há perceção luminosa.

Alta miopia:
• Baseia-se num defeito de refração elevado (> a 6 dioptrias), que frequentemente é hereditário, associado a outros aspetos degenerativos. O risco do deslocamento da retina é elevado, nesse caso, devem ser tomadas precauções necessárias.

Cataratas Congénitas:
• Perda de transparência do cristalino, originando perturbações na diminuição da acuidade visual. A visão periférica também está normalmente afetada, daí existir uma grande dependência na funcionalidade e na autonomia.

Degeneração macular:
• Situa-se, na zona central da retina, mácula, e constitui uma das causas mais frequentes de dependência visual ligada à idade. Outras patologias surgem em escalões etários mais jovens (ex.: queimadura da mácula – eclipse solar). A visão periférica não sofre alterações pelo que não há problemas na mobilidade. A visão central é afetada por escotomas que podem progredir.

Glaucoma:
• É uma patologia do olho em que a pressão intraocular é elevada por produção excessiva ou deficiência na drenagem do humor aquoso.
• O glaucoma agudo é mais raro, doloroso e normalmente implica intervenção cirúrgica no seu tratamento.

Outras Retinopatias
• Degenerescência da retina que poder ser hereditária ou não. Envolve perda de visão e consequentes problemas na mobilidade, ficando a pessoa com visão tubular.

Síndroma USHER
• Associa a retinopatia pigmentar à patologia auditiva, afetando simultaneamente a visão e a audição.

Doença de Stargardt
• Consiste em diversos escotomas do centro para a periferia da retina, mantendo-se quase sempre um ilhéu central de visão.



(in http://deficiencia.no.comunidades.net)

quinta-feira, 8 de março de 2012

O uso do computador na Deficiência Motora


O maior impedimento de um portador de deficiência motora ao usar um computador talvez seja a grande necessidade de utilização da motricidade fina (uso das mãos e dos dedos) para manusear, por exemplo, o teclado convencional ou o rato, e da ampla (uso dos braços, pernas e tronco) para, por exemplo, controlar os movimentos dos braços, manter a cabeça ereta ou se firmar na cadeira.

A maioria dos ambientes voltados a usuários com problemas motores faz uso de teclados em tamanho ampliado, ecrãs sensíveis ao toque quando o usuário apresenta controlo razoável sendo que, quando a pessoa apresenta movimentos involuntários ou tremores, utilizam estes ecrãs com um atraso de input ajustável à dificuldade motora. Outros também utilizam um ecrã sensível ao sopro e próteses como pulsadores e apontadores em substituição ao rato ou teclado convencional que podem, ou não, ser utilizados em conjunto com um software que simula, no ecrã do computador, o funcionamento de um destes dispositivos de entrada.

Existe, por exemplo, um simulador de teclado para portadores de paralisia cerebral que simula, no ecrã do computador, uma representação do teclado convencional agregando um sistema de varredura contínua que ilumina cada um dos caracteres apresentados na ecrã. Este simulador pode ser utlizado por qualquer pessoa alfabetizada que consiga movimentar alguma parte do corpo sendo, para estes casos, utilizado junto com um dispositivo chamado acionador que pode ser um apontador (muitas vezes utilizado preso à cabeça da pessoa) ou a um pulsador (usado junto ao pescoço ou aos pés). Com este programa, a pessoa pode utilizar sistemas operacionais, editores de texto, bases de dados, linguagens de programação, etc.

O Eneri é um outro exemplo de um processador de texto que apresenta o teclado no ecrã do computador e, através de um sistema de varredura, o utilizador pode escrever o texto. Este programa também apresenta a opção de se adaptar ao ritmo do utilizador.

Outros programas simuladores de teclado e/ou rato podem ser vistos na tabela seguinte:

Nome
Principais Características
SASE
Faz a varredura de softwares padrões, através da criação de máscaras e varreduras sobre o mesmo, também sob controlo de um acionador.
Handikeys, StickeyKeys, Access-DOS, Filch,Help-U-Type
Permitem acesso/controle do teclado convencional.
MouseKeys
Permitem acesso/controle do rato.
Simulador de Teclado
Faz, no ecrã do computador, emulação do teclado, permitindo a conexão de um acionador para controlar a varredura das opções disponíveis.
ERA - Emulador de Rato
Faz, no ecrã do computador, emulação do rato, permitindo a conexão de um acionador para controlar a varredura das opções disponíveis.
KENIX
Faz a emulação do teclado e rato, permitindo a conexão com todo tipo de acionador, teclado de conceitos, etc., para o controle do sistema de varredura. Permite, também, a criação de novos emuladores, de acordo com o desejo do usuário.

As Tecnologias de Informação e Comunicação (T.I.C.) e a pessoa portadora de deficiência motora severa: construção de um modelo de avaliação: A avaliação é sempre uma área exigente, controversa e particularmente difícil na população com perturbações severas da motricidade e da comunicação. Desta forma, é importante a existência de uma estratégia avaliativa que possa evidenciar em relação aos processos usuais, as seguintes vantagens:
  • Seja um processo unificado e integrado;
  • Utilize as T.I.C. para avaliar as interações do indivíduo;
  • Seja multidisciplinar envolvendo aspetos posturais, funcionais, ergonômicos, educacionais, etc.
Os profissionais envolvidos no processo educativo de um aluno portador de deficiência Motora devem proceder à construção de um modelo de avaliação que embora genérico e abrangente, seja capaz de dar resposta à especificidade de cada caso. O modelo de avaliação deverá respeitar os seguintes critérios: 
  • Avaliar a pessoa nas suas potencialidades e disfunções, no sentido de se potencializar as capacidades e compensar as disfunções através de ajudas técnicas adequadas;
  • Avaliar o indivíduo procurando determinar suas áreas fortes e fracas;
  • Em relação a uma determinada tarefa relacionada com as TIC, determinar qual capacidade de sucesso ou de insucesso, em relação aos padrões de comportamento previamente definidos;
  • Criar uma linha de base, referente ao nível de realização de indivíduo no momento da primeira avaliação, possibilitando um acompanhamento longitudinal;
  • Criar uma interligação estreita entre a avaliação e a intervenção, sendo a reavaliação e a reformulação parte integrante do processo, contrariando a noção de uma avaliação estática, reduzida a um momento.
Quanto aos objetivos essenciais pode-se citar:
  • Saber se o sujeito avaliado tem nível de maturidade mínima para poder utilizar os programas e equipamentos disponíveis;
  • Quando as TIC poderão ser aconselhadas e que equipamentos - hardware e software-, estão de acordo com o nível de maturidade encontrada?
  • Definir o tipo de prioridade de trabalho que poderá ser indicado à família e/ou técnicos que trabalham com a criança, para vir a usufruir do recurso às TIC.  

Algumas pessoas, além de possuírem deficiência motora apresentam, também, danos na fala. Nestes casos, existem sistemas de comunicação alternativa e aumentativa que fazem uso, por exemplo, de sistemas gráficos de comunicação (PIC, SPC, Bliss), de processos de varredura no ecrã do computador, aliados, ou não, a alguma prótese.

Sistemas comunicadores em forma de tabuleiro são os mais utilizados e consistem em apresentar os símbolos (referentes a palavras, ações, objetos), dispostos em forma quadrangular, no ecrã do computador. O utilizador servindo-se de um sistema de varredura sequencial, escolhe a opção desejada e, desta forma, constrói as frases. Alguns destes sistemas permitem com a escolha das opções, a construção de frases.

O sistema FALAS - Ferramenta Alternativa de Aquisição Simbólica: É um destes sistemas comunicadores com a ressalva que, além de recursos de multimédia, também utiliza técnicas de inteligência artificial sendo possível, neste caso, o sistema ser adaptado automaticamente às preferências do utilizador no que diz respeito à disposição dos símbolos segundo a sua frequência de utilização, velocidade de varredura das opções na ecrã, ajuda na aprendizagem dos símbolos, etc., que são feitos com o auxílio do histórico pessoal que é gerado pelo sistema durante sua utilização.

Alguns sistemas computadorizados de comunicação para deficientes de fala são:
  • Anagrama-Comp: Permite a composição, impressão e sonorização de quaisquer palavras e sentenças da língua portuguesa.
  • Bliss-Comp: Utiliza o sistema gráfico de comunicação chamado Bliss reunindo os 1600 símbolos originais do sistema. O utilizador, através do rato ou dum ecrã sensível ao toque, pode comunicar através de um símbolo ou formar frases.
  • ImagoVox: é um sistema que utiliza recursos de multimédia como voz digitalizada, filmes e fotos permitindo uma comunicação icônica-vocálica de pessoas com perda ou retardo no desenvolvimento da linguagem. É acedido através do rato ou ecrã sensível ao toque.
  • PCS-Comp: este sistema, ao invés de utilizar sistema Bliss, faz uso do sistema PCS que é menos abstrato e mais representacional.
  • PIC-Comp: este, por sua vez utiliza o sistema PIC e foi desenvolvido para autistas, deficientes mentais e paralíticos cerebrais não-falantes. É composto por 400 pictogramas arranjados em 25 categorias semânticas.
  • NoteVox: permite a deficientes da fala com bom nível intelectual comporem parágrafos com até 720 caracteres a partir da seleção de palavras e/ou sílabas de uma base de dados, via toque de apenas um dedo ou digitação no teclado. Também utiliza voz digitalizada.

(Netografia: http://student.dei.uc.pt)
Deficiência Motora


O que é a deficiência motora?
Deficiência motora é uma disfunção física ou motora, a qual poderá ser de carácter congénito ou adquirido.
Desta forma, esta disfunção irá afetar o indivíduo, no que diz respeito à mobilidade. À coordenação motora ou à fala. Este tipo de deficiência pode decorrer de lesões neurológicas, neuromusculares, ortopédicas e ainda de mal formação.

Podem ter um carácter definitivo (estável, isto é, que não sofre alterações com o tempo) ou evolutivo (que tem tendência a modificar-se ao longo do tempo).

Quem pode ser considerado deficiente motor?
Considera-se deficiente motor todo o indivíduo que seja portador de deficiência motora, de carácter permanente, ao nível dos membros superiores ou inferiores, de grau igual ou superior a 60% (avaliada pela Tabela Nacional de Incapacidades, aprovada pelo decreto de lei nº 341/93, 30 de Setembro).
Para além disso, para ser titular deste nome, é necessário que essa deficiência dificulte, comprovadamente, a locomoção na via pública sem auxílio de outrem ou recurso a meios de compensação, bem como o acesso ou utilização dos transportes públicos.

Quem pode ser considerado portador de multideficiência profunda?
É considerado portador de multideficiência profunda todo aquele que tenha uma deficiência motora de carácter permanente, ao nível dos membros inferiores ou superiores, de grau igual ou superior a 60%, e contenha, cumulativamente, deficiência sensorial, intelectual ou visual de carácter permanente, daí resultando um grau de desvalorização superior a 90% e que, deste modo, esteja comprovadamente de conduzir veículos automóveis.

Como pode ser comprovada a deficiência?
As declarações de incapacidade das deficiências motora ou multideficiência podem ser emitidas por:
•Juntas médicas, nomeadas pelo Ministro da Saúde nos casos de pessoa com deficiências civis.

Quais as causas da deficiência motora?
São muitas as causas das deficiências motoras e normalmente dividem-se em dois grupos fundamentais, de acordo com a sua origem:

1. Deficiências motoras que têm origem em lesões cerebrais

A paralisia cerebral pode dar origem a diferentes situações clínicas que trazem sempre muitas dificuldades para a pessoa.
Trata-se de uma alteração do movimento e da postura, que aparece no primeiro ano de vida, devido a uma lesão não progressiva (que não evolui) do cérebro.

Sabe-se que grande parte das lesões cerebrais no período pré-natal (antes do nascimento) aparece entre os cinco e os sete meses de vida intrauterina. No entanto, ainda não existe um conhecimento claro das suas causas. Parece ser evidente que certas infeções como a rubéola podem provocar ou favorecer o aparecimento de alterações circulatórias e de lesões vasculares.

As lesões cerebrais perinatais (período que tem início quinze dias antes do parto e se prolonga quinze dias após o nascimento da criança) que podem dar origem a paralisias cerebrais são aquelas que resultam de falta de oxigénio no cérebro (anoxias) e de hemorragias cerebrais. Estas são apenas algumas das causas no período perinatal.
Causas pós-natais: As causas mais frequentes de lesão cerebral são os traumatismos cranioencefálicose infeções como as meningites bacterianas e tuberculosas, entre outras.

2. Deficiências motoras com origem não cerebral causadas por fatores externos (como por exemplo, traumatismos) ou por fatores internos (como por exemplo reumatismos, tuberculose óssea, entre outras).

Existem vários tipos de deficiências motoras de origem não cerebral, com causas também muito diferentes.

- Deficiências motoras temporárias
As mais frequentes são aquelas que resultam de traumatismos, especialmente os cranianos. São especialmente frequentes durante a infância e a adolescência.
Na infância são sobretudo consequência de acidentes ocorridos nos períodos do recreio na escola e no trajecto casa-escola-casa. Na adolescência têm como causas principais a prática de desportos violentos e a utilização de veículos de duas rodas. As consequências são normalmente muito graves.
Apesar do traumatismo poder não dar origem a qualquer paralisia, o indivíduo pode apresentar gestos e expressão verbal lentos e descoordenados.
Acontecem muitas vezes perdas de memória e alterações no comportamento.

- Deficiências motoras definitivas
Como exemplo de deficiências motoras definitivas podemos salientar as paralisias.
As paralisias podem resultar de lesões cerebrais ou de lesões da medula. As suas causas são variáveis e podem ser congénitas (que já nascem com a pessoa) ou adquiridas, por exemplo, através de traumatismos.


Quais os vários tipos de deficiência motora?
•Monoplegia: paralisia em um membro do corpo;
•Hemiplegia: paralisia na metade do corpo;
•Paraplegia: paralisia da cintura para baixo;
•Tetraplegia: paralisia do pescoço para baixo;
•Amputação: falta de um membro do corpo.

Medidas preventivas:
• Maior consciencialização por parte das mulheres acerca da necessidade de fazer acompanhamento médico pré-natal;
• Existirem mais pessoas treinadas no resgate de vítimas de acidentes de trânsito;
• Consciencialização dos riscos da hipertensão e da diabetes;

O aluno portador de deficiência motora e a escola…
Dentro da sala de aula:
• Deverão ocupar um lugar relativamente próximo do professor
• Aqueles que necessitem de usar cadeira de rodas, devem ter mesas adaptadas, mais alta do que a dos colegas
• A incontinência é um dos obstáculos mais desagradáveis, o professor deverá estar a par do problema e explicar aos outros alunos a situação.
• Deverá portanto ter em atenção os horários de evacuação da criança para que não surjam situações embaraçosas

O papel do professor:
• Especialização por parte do professor;
• Pesquisa intensiva;
• Interajuda entre pais e professores;
• Ajudar na relação entre os alunos;
• Esclarecimento do problema do aluno;
• Estimular o aluno.

Comportamentos que devemos evitar e que devemos promover nos alunos com deficiência motora


• Devemos promover o máximo de independência no âmbito das capacidades e limitações do aluno, mas atendendo sempre às necessidades inerentes a cada caso de deficiência, pois cada caso é um caso e deve-se encontrar sempre uma solução específica adequada.
• Não se deve fazer de conta que estas pessoas não existem, pois se o fizermos vamos estar a ignorar uma característica muito importante dessa pessoa e, se não a virmos da forma como ela é, não nos estaremos a relacionar com a pessoa “verdadeira”, mas sim com outra pessoa que foi inventada por nós próprios.
• Quando se conversa com um aluno em cadeira de rodas, devemo-nos lembrar sempre que, para eles é extremamente incómodo conversar com a cabeça levantada, sendo por isso melhor sentarmo-nos ao seu nível, para que o aluno se possa sentir mais confortável.
• Sempre que haja muita gente em corredores, bares, restaurantes, centros comerciais etc. e estivermos a ajudar um colega em cadeira de rodas, devemos avançar a cadeira com prudência, pois a pessoa poder-se-á sentir incomodada, se magoar outras pessoas.
• As maiores barreiras não são arquitetónicas, mas sim a falta de informação e os preconceitos.




(Netografia: http://deficiencia.no.comunidades.net
http://barreiras.weebly.com/deficincia-motora.html)