quinta-feira, 8 de março de 2012

Deficiência Motora


O que é a deficiência motora?
Deficiência motora é uma disfunção física ou motora, a qual poderá ser de carácter congénito ou adquirido.
Desta forma, esta disfunção irá afetar o indivíduo, no que diz respeito à mobilidade. À coordenação motora ou à fala. Este tipo de deficiência pode decorrer de lesões neurológicas, neuromusculares, ortopédicas e ainda de mal formação.

Podem ter um carácter definitivo (estável, isto é, que não sofre alterações com o tempo) ou evolutivo (que tem tendência a modificar-se ao longo do tempo).

Quem pode ser considerado deficiente motor?
Considera-se deficiente motor todo o indivíduo que seja portador de deficiência motora, de carácter permanente, ao nível dos membros superiores ou inferiores, de grau igual ou superior a 60% (avaliada pela Tabela Nacional de Incapacidades, aprovada pelo decreto de lei nº 341/93, 30 de Setembro).
Para além disso, para ser titular deste nome, é necessário que essa deficiência dificulte, comprovadamente, a locomoção na via pública sem auxílio de outrem ou recurso a meios de compensação, bem como o acesso ou utilização dos transportes públicos.

Quem pode ser considerado portador de multideficiência profunda?
É considerado portador de multideficiência profunda todo aquele que tenha uma deficiência motora de carácter permanente, ao nível dos membros inferiores ou superiores, de grau igual ou superior a 60%, e contenha, cumulativamente, deficiência sensorial, intelectual ou visual de carácter permanente, daí resultando um grau de desvalorização superior a 90% e que, deste modo, esteja comprovadamente de conduzir veículos automóveis.

Como pode ser comprovada a deficiência?
As declarações de incapacidade das deficiências motora ou multideficiência podem ser emitidas por:
•Juntas médicas, nomeadas pelo Ministro da Saúde nos casos de pessoa com deficiências civis.

Quais as causas da deficiência motora?
São muitas as causas das deficiências motoras e normalmente dividem-se em dois grupos fundamentais, de acordo com a sua origem:

1. Deficiências motoras que têm origem em lesões cerebrais

A paralisia cerebral pode dar origem a diferentes situações clínicas que trazem sempre muitas dificuldades para a pessoa.
Trata-se de uma alteração do movimento e da postura, que aparece no primeiro ano de vida, devido a uma lesão não progressiva (que não evolui) do cérebro.

Sabe-se que grande parte das lesões cerebrais no período pré-natal (antes do nascimento) aparece entre os cinco e os sete meses de vida intrauterina. No entanto, ainda não existe um conhecimento claro das suas causas. Parece ser evidente que certas infeções como a rubéola podem provocar ou favorecer o aparecimento de alterações circulatórias e de lesões vasculares.

As lesões cerebrais perinatais (período que tem início quinze dias antes do parto e se prolonga quinze dias após o nascimento da criança) que podem dar origem a paralisias cerebrais são aquelas que resultam de falta de oxigénio no cérebro (anoxias) e de hemorragias cerebrais. Estas são apenas algumas das causas no período perinatal.
Causas pós-natais: As causas mais frequentes de lesão cerebral são os traumatismos cranioencefálicose infeções como as meningites bacterianas e tuberculosas, entre outras.

2. Deficiências motoras com origem não cerebral causadas por fatores externos (como por exemplo, traumatismos) ou por fatores internos (como por exemplo reumatismos, tuberculose óssea, entre outras).

Existem vários tipos de deficiências motoras de origem não cerebral, com causas também muito diferentes.

- Deficiências motoras temporárias
As mais frequentes são aquelas que resultam de traumatismos, especialmente os cranianos. São especialmente frequentes durante a infância e a adolescência.
Na infância são sobretudo consequência de acidentes ocorridos nos períodos do recreio na escola e no trajecto casa-escola-casa. Na adolescência têm como causas principais a prática de desportos violentos e a utilização de veículos de duas rodas. As consequências são normalmente muito graves.
Apesar do traumatismo poder não dar origem a qualquer paralisia, o indivíduo pode apresentar gestos e expressão verbal lentos e descoordenados.
Acontecem muitas vezes perdas de memória e alterações no comportamento.

- Deficiências motoras definitivas
Como exemplo de deficiências motoras definitivas podemos salientar as paralisias.
As paralisias podem resultar de lesões cerebrais ou de lesões da medula. As suas causas são variáveis e podem ser congénitas (que já nascem com a pessoa) ou adquiridas, por exemplo, através de traumatismos.


Quais os vários tipos de deficiência motora?
•Monoplegia: paralisia em um membro do corpo;
•Hemiplegia: paralisia na metade do corpo;
•Paraplegia: paralisia da cintura para baixo;
•Tetraplegia: paralisia do pescoço para baixo;
•Amputação: falta de um membro do corpo.

Medidas preventivas:
• Maior consciencialização por parte das mulheres acerca da necessidade de fazer acompanhamento médico pré-natal;
• Existirem mais pessoas treinadas no resgate de vítimas de acidentes de trânsito;
• Consciencialização dos riscos da hipertensão e da diabetes;

O aluno portador de deficiência motora e a escola…
Dentro da sala de aula:
• Deverão ocupar um lugar relativamente próximo do professor
• Aqueles que necessitem de usar cadeira de rodas, devem ter mesas adaptadas, mais alta do que a dos colegas
• A incontinência é um dos obstáculos mais desagradáveis, o professor deverá estar a par do problema e explicar aos outros alunos a situação.
• Deverá portanto ter em atenção os horários de evacuação da criança para que não surjam situações embaraçosas

O papel do professor:
• Especialização por parte do professor;
• Pesquisa intensiva;
• Interajuda entre pais e professores;
• Ajudar na relação entre os alunos;
• Esclarecimento do problema do aluno;
• Estimular o aluno.

Comportamentos que devemos evitar e que devemos promover nos alunos com deficiência motora


• Devemos promover o máximo de independência no âmbito das capacidades e limitações do aluno, mas atendendo sempre às necessidades inerentes a cada caso de deficiência, pois cada caso é um caso e deve-se encontrar sempre uma solução específica adequada.
• Não se deve fazer de conta que estas pessoas não existem, pois se o fizermos vamos estar a ignorar uma característica muito importante dessa pessoa e, se não a virmos da forma como ela é, não nos estaremos a relacionar com a pessoa “verdadeira”, mas sim com outra pessoa que foi inventada por nós próprios.
• Quando se conversa com um aluno em cadeira de rodas, devemo-nos lembrar sempre que, para eles é extremamente incómodo conversar com a cabeça levantada, sendo por isso melhor sentarmo-nos ao seu nível, para que o aluno se possa sentir mais confortável.
• Sempre que haja muita gente em corredores, bares, restaurantes, centros comerciais etc. e estivermos a ajudar um colega em cadeira de rodas, devemos avançar a cadeira com prudência, pois a pessoa poder-se-á sentir incomodada, se magoar outras pessoas.
• As maiores barreiras não são arquitetónicas, mas sim a falta de informação e os preconceitos.




(Netografia: http://deficiencia.no.comunidades.net
http://barreiras.weebly.com/deficincia-motora.html)

1 comentário:

  1. A imagem é propriedade de http://3.bp.blogspot.com/_U0MtO_jtNwA/S826tku5b5I/AAAAAAAAAFw/y_R1yAsU3hA/s320/cadeirante%2520copy.jpg

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